sábado, 17 de maio de 2025

Vamos fazer um stop motion? #processo

 Aqui coloquei um pouco do processo dos meus alunos...

de criação com o gibi da turma da Mônica - campanha contra as drogas

Primeiro fizemos a leitura dos GIBIS em sala...

cada um escolheu o personagem que achou mais interessante para a atividade!






e na outra aula fomos para a sala de arte montar os personagens... <3 













domingo, 3 de setembro de 2023

Teste – A ARTE DO SUPREMATISMO E CONSTRUTIVISMO

 

O período revolucionário russo produziu um grande dinamismo criativo. Os artistas — pioneiros da arte abstrata não objetiva — colocaram-se a serviço das novas mudanças, deixando de lado a influência mercadológica e dando à arte um papel social mais relevante e acessível.

  1. Para os artistas comprometidos com a revolução russa a influência mercadológica da arte deveria ser substituída por uma arte que tivesse…

    1. um papel social preponderante.
    2. uma melhor visão de mercado.
    3. apenas temas revolucionários.
    4. total separação do novo regime.

  2. As alternativas relacionadas aos artistas pioneiros desse período estão corretas, exceto:

    1. Colocaram-se a serviço de novas mudanças.
    2. Queriam um papel mais relevante para a arte social.
    3. Já tinham conhecimento de tendências artísticas europeias.
    4. Não tinha nenhuma ligação com a arte fora da Rússia.

  3. Artista que definiu o Suprematismo como a “supremacia do sentimento ou da percepção puros na arte criativa”:

    1. Liubov Popova
    2. Kasimir Malevich
    3. Vladimir Tatlin
    4. Alexander Rodchenko

  4. O …………….. foi desenvolvido de acordo com os objetivos da revolução russa.

    1. Regionalismo
    2. Construtivismo
    3. Sintetismo
    4. Raionismo

  5. As sementes do Construtivismo foram semeadas em 1914, quando Vladimir Tatlin conheceu o atelier de ———– em Paris.

    1. Salvador Dalí
    2. René Magritte
    3. Pablo Picasso
    4. Henri Matisse

  6. O artista russo acima teve a ideia de modificar os planos pintados, vistos nas obras cubistas do espanhol, por:

    1. materiais reais em um espaço real.
    2. figuras retiradas de revista.
    3. tintas feitas em casa.
    4. materiais de boa qualidade.

  7. O destaque dado ao uso de materiais comuns ocasionou um grande impulso na arte construtivista, levando os artistas a …

    1. satisfazer os objetivos do novo regime.
    2. baratear o custo das obras artísticas.
    3. fortalecer os laços com os trabalhadores.
    4. buscar novos temas sociais.

  8. O Construtivismo contou com o apoio do Partido Comunista a partir de 1919, contudo, nos anos de 1920 e 1921 o grupo de artistas responsáveis pelo movimento viu-se dividido em razão de…

    1. divergentes posturas políticas.
    2. diferentes estilos concebidos.
    3. brigas pela liderança da arte.
    4. conceitos pregados pelo regime.

  9. Uma parte do grupo rezava que os artistas deviam manter um envolvimento pessoal com …………….., enquanto a outra parte defendia que os artistas eram “trabalhadores intelectuais”.

    1.  os dirigentes do partido
    2. o desenvolvimento industrial
    3. o processo criativo
    4. a arte de Berlim e Paris

  10. O fato é que alguns artistas deixaram a Rússia, enquanto outros puseram sua arte a serviço das exigências ………………. de seu país, ali permanecendo.

    1. das classes operárias
    2. econômicas e políticas
    3. dos mestres da pintura
    4. dos chefes revolucionários

Nota: a ilustração acima, intitulada Composição Suprematista: Avião Voando (1915) é uma obra do pintor russo Kasimir Malevich.

terça-feira, 15 de agosto de 2023

A importância da família na formação de um indivíduo

 A família é a primeira sociedade que convivemos e que levamos por toda vida. Sendo assim, é a base para a formação de qualquer indivíduo. É no convívio familiar que aprendemos, um com o outro, a respeitar, partilhar, ter compromisso, disciplina e a administrar conflitos. É inegável que cada um carrega um histórico de experiências, aprendizados e lembranças que apresentarão reflexos por toda vida.

Uma das instituições mais antigas, a família é pilar de sustentação para todos, afinal é nela que aprendemos a conviver e interagir com o mundo em que nos cerca, além de sermos preparados para a vida. Uma família cercada de amor, paciência, respeito e cumplicidade educa e forma indivíduos seguros e aptos para o convívio social.

As lembranças da infância, que são porções de alegria, que são levadas sempre na recordação e coração. Momentos simples, seja de conversas ao redor da mesa, podem proporcionar vínculos de confiança entre pais e filhos e fortalecer os laços familiares. Brincar juntos, permite muito além de risadas, permite vivenciar novas experiências. Ter um bichinho de estimação pode proporcionar senso de responsabilidade. Brincar com os primos conscientizarão sobre a importância ao respeito pelo próximo. Enfim, são inúmeras oportunidades que a família tem de formar um indivíduo feliz.

Sabe aquele cheiro de café que lembra o colo da vovó? A canção que sua mãe cantava para você antes de dormir? A brincadeira que você tanto se divertia com seu pai? São essas lembranças que permitirão que a pessoa seja segura, alegre, agradecida. Observe os pequenos e fundamentais detalhes para se ter uma vida plena de contemplações e gratidão. O papel da família vai além de ensinar o que é certo e errado, é formar indivíduos afetuosos, conscientes, tolerantes, pacientes, respeitosos, autoconfiantes e felizes!

“Os seres humanos não foram criados para viver isolados, mas que constituíssem uma família, de cujo seio deveria surgir a paz, o amor e a união, como suprema virtude dos homens e como humana realização do princípio divino”. (Autor da frase: Carlos Bernardo González Pecotche)




Referências Bibliográficas

https://roraimaemtempo.com.br/momento-terapia/a-importancia-da-familia-na-formacao-de-um-individuo/ 



Teste – A ARTE NOVA (ART NOUVEAU)

 O estilo denominado Arte Nouveau — termo que em francês significa “Arte Nova” — floresceu nas últimas décadas do século XIX. Em Paris o Art Nouveau dizia respeito ao nome de uma loja. Na Itália era conhecido por Stile Liberty, nome de uma loja de departamento inglesa. Na Alemanha recebia o nome de Jugendstil em razão do jornal moderno de nome Die Jugend. O maior impacto deste estilo versátil e decorativo, popular em toda a Europa e Estados Unidos, foi sobre as artes aplicadas (ou utilitárias) que passaram por um grande desenvolvimento na década de 1880, época em que pintores, arquitetos e escultores dedicaram-se intensamente à fabricação e à decoração de objetos úteis, como mostram as peças de vidro de Louis Comfort Tiffany e René Lalique, assim como os cartazes de Mucha e os desenhos de Charles Rennie Mackintosh.




  1. O estilo denominado Arte Nouveau — termo que em francês significa “Arte Nova” — floresceu nas últimas décadas do século XIX, ou seja, na…

    1. Pré-História.
    2. Idade Antiga.
    3. Idade Média.
    4. Idade Contemporânea.

  2. A Arte Nova, assim como o —————, abraçou o elemento da fantasia.

    1. Romantismo
    2. Impressionismo
    3. Simbolismo
    4. Realismo

  3. A Arte Nova foi o primeiro estilo a contar com:

    1. o interesse dos impressionistas.
    2. a comunicação de massa.
    3. os símbolos yin e yang.
    4. o uso de tinta a óleo.

  4. Este movimento, surgido entre o final do século XIX e início do século XX, tem como característica principal:

    1. a valorização do trabalho do homem nas fábricas.
    2. a valorização do trabalho artesanal e das formas da natureza.
    3. a humanização do trabalho nas minas de carvão.
    4. a preocupação com os trabalhadores da Revolução Industrial.

  5. O que se buscava através da Arte Nova era, usando o planejamento, dar vida a um estilo internacional moderno, tendo como base:

    1. a decoração.
    2. a realidade.
    3. a sensualidade.
    4. o espaço.

  6. Ao abster-se de conteúdo emocional e narrativo, a Arte Nova contribuiu para abrir caminhos para o surgimento…

    1. das exposições públicas.
    2. da arte abstrata.
    3. das figuras geométricas.
    4. do sintetismo.

  7. As mulheres que figuravam na Arte Nova eram levemente inspiradas nas “femmes fatales” — anteriormente popularizadas pelos simbolistas. A diferença estava no fato de essas…

    1. não aludirem à sedução.
    2. serem bem mais ousadas.
    3. serem ligadas à mitologia grega.
    4. Imitarem as virgens da Renascença.

  8. No Brasil destaca-se o nome de __________ que montou em 1900 a Exposição de Arte Decorativa Aplicada à Indústria Artística.

    1. Lasar Segall
    2. Eliseu Visconti
    3. Di Cavalcanti
    4. Cândido Portinari

  9. Todas as alternativas sobre a Arte Nova estão corretas, exceto:

    1. Foi um versátil estilo decorativo.
    2. Foi popular por toda a Europa e Estados Unidos
    3. Os designers não levavam em conta o estilo decorativo.
    4. Influenciou todos os ramos da arte.

  10. Tal estilo herdou do movimento simbolista a busca da evocação e da expressão, assim como parte de sua iconografia, na qual constavam:

    1. espinhos, cercas e boneca.
    2. fadas, sátiros e deuses.
    3. rosas, animais e frutas.
    4. lírios, esfinges e vampiros.



quinta-feira, 14 de maio de 2020

"Como estrelas na terra, toda criança é especial"

Já trabalhou o filme "Como estrelas na terra, toda criança é especial"?



Pois eu te digo, é uma ótima dica para essa quarentena!

Trabalhar os sentimentos com as crianças e adolescentes nesse momento, e o filme é perfeito para isso...

Fiz um questionário também para disponibilizar a quem desejar.

Boas aulas de artes e aproveite esse filme nas suas aulas online para eles assistirem com toda a familia reunida e responderem as questões juntos.

Trabalhei esse filme com os 6º, 7º, 8º e 9º anos com o objetivo de falar sobre fases boas e ruins...

Questões para análise do filme

Como Estrelas na Terra – Toda criança é especial (no Brasil)
Taare Par Zaamen ( na Índia)
Lançado em 2007 sob a direção do ator Aamir Khan com duração de 165 Min.


1. Faça uma foto sua com sua família reunida na sala. Tentem ver o filme juntos e responda com a ajuda de seus pais. Converse com eles sobre o filme e as questões abaixo.

2. Como era o papel da família de Ishaa, antes de descobrir que ele tinha dislexia?

3. Será que a família já desconfiava da dislexia de Ishaa ou foi surpresa quando descobriram?

4. Como o professor percebeu a dificuldade / necessidade de Ishaa?

5. Como eram os outros professores de Ishaa?

6. Em qual momento do filme você entendeu que todos nós somos estrelas e que só precisa de uma oportunidade para brilhar?

7. Os colegas de Ishaa na primeira escola onde ele estudava, faziam bullying com ele, você sabe dizer os motivos deles fazerem isso com Ishaa?

8. Em qual momento do filme Ishaa finalmente conseguiu aprender e ser compreendido na escola?

9. Qual cena do filme você considera que Ishaa ficou mais triste?

10. Qual cena do filme você considera que Ishaa ficou extremamente feliz?

11. Qual a cena do filme você considera mais emocionante?

12. Qual era a prática que Ishaa mais gostava de fazer com relação as artes?


13. Você se considera criativo como Ishaa? Quais as atividades você mais gosta de fazer e é muito bom nisso?

14. Você já sofreu bullying na escola ou em outro lugar por ser quem você é? ou fazer o que você gosta de fazer?

15. Você seria amigo de Ishaa? Porque?

16. Se você tivesse um colega de sala como Ishaa, como você agiria com ele?

17. Você já teve ou tem um colega assim na sua escola? Se sim, como as pessoas agem com ele?

18. Pinte o seu colar com as cores que desejar, e me mande uma foto.

19. Você acha que na sua vida, assim como a de Ishaa, tem momentos bons e ruins?

20. Fale de um momento muito bom que você já viveu.

21.Fale de um momento muito ruim que você já viveu.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Passo a passo - Aula sobre Arte Rupestre

Professoras e professores de plantão...

então...

Resolvi criar uma série sobre alguns planos de aula que executei e deram muito certo...

O primeiro vídeo é sobre Pré-História.



O que acham do formato?
Se aprovarem, farei mais com outros temas. 

Abraço forte!
*________*

Clique aqui - Passo a Passo Arte Rupestre

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Normose

NORMOSE. Você sabe o que é?



Acredite, mas, o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal.
Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar.
O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido.
Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é:

Quem espera o que de nós?

Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles não existem.
Nenhum João, Zé ou Maria bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado.

Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados.
Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, sejam lá quem for todos.
Melhor se preocupar em ser você mesmo.

A normose não é brincadeira.
Ela estimula a inveja, a auto depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa.

Você precisa de quantos pares de sapato?
Comparecer em quantas festas por mês?
Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias.
Um pouco de autoestima basta.
Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante.
O normal de cada um tem que ser original.
Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros.
É fraude.
E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.













Sticker Art – Uma ferramenta de inclusão e conscientização do valor da arte

Resumo


Uma experiência numa escola pública de Goiânia, usando da técnica Sticker Art para valorizar a disciplina de artes, conscientizar os alunos do valor da discplina e incluir o aluno na arte contemporânea como ser crítico, atuante na arte da sua cidade e na sua escola.


Palavras – chave: Cotidiano, arte contemporânea, Sticker Art.

As grandes obras de arte somente são grandes
por serem acessíveis e compreendidas por todos.
Léon Tolstoi

Refletindo sobre o pensamento de Tolstoi, compreendo que nas escolas públicas pelas quais eu já lecionei, o grande problema que encontro é sempre o mesmo: alunos desinteressados, traumatizados por aulas, professores e métodos nos quais apenas são usados de teoria, textos, e pouca, quando nenhuma, reflexão.

A arte contemporânea é uma grande ferramenta para transformar essas mentes (alunos) hoje na escola, mas, será que estamos usando-a da melhor forma? Há três meses comecei a lecionar em uma escola no Jardim Guanabara. Uma escola muito grande, com um enorme número de alunos. Mas, o que mais me deixou triste foi encontrá-los com ódio, pavor, desânimo, frustação com relação a disciplina de artes. Procurei de todas as formas questioná-los para descobrir o problema e como essa situação pôde se instalar. Descobri então que por conta da teoria desconectada da prática, os alunos faziam por fazer; a maioria apenas por nota, e a minoria tentava gostar, mas, sem a real compreensão do porque fazer, nenhum, absolutamente nenhum soube me dizer de fato, o que já aprendeu em arte, se gosta de arte e descrever o que é arte em seu ver. Percebi então que estava perante um grande e maravilhoso desafio. E partir para o ataque.

Nosso primeiro momento de aula, enfim, foi de debates. Conversamos sobre as artes visuais, a música, o cinema, o teatro, a fotografia, enfim, sobre várias habilidades e quais eles mais gostavam, sentiam afinidades. Observei que pintura e desenho estava na lista de muitos, inclusive a fotografia e o cinema. Pensei em várias atividades, e conversando com a coordenação e gestão da escola, consegui que concordassem comigo que a escola precisava de um sacode inicialmente. Criei o I Concurso de Sticker Art. Trabalhei o conceito, a história do Sticker Art, expliquei que se tratava de um adesivo urbano e levei muitas imagens de stickers encontrados em Goiânia. Muitos foram reconhecidos, e o significado de muitos, compreendido. Levei um amigo artista que trabalha com a técnica, conhecido como Dish, e ele falou a todas as turmas da sua experiência enquanto grafiteiro, artista plástico e ser crítico. A partir desse encontro, consegui tirar dos alunos questões políticas, revolucionistas com relação a realidade financeira, escolar, familiar e social. Enfim, estavam sacudidos. Agora era apresentar as ferramentas. Tivemos uma aula de desenho, onde apresentei técnicas de caricatura, sombra e luz, dicas de lápiz, canetas, canetinhas e programas de computador para os que preferiram a arte digital. Na outra semana todos me entregaram suas obras.

Muitas com mensagens, desenhos e imagens, muito críticos, cheios de ideias, questionamentos, com relação a escola, política, valores, relação amigo, pais e outros temas. Coloridos, em preto e branco, todos fizeram. Do ensino fundamental ao 2º do ensino médio. Todos trabalharam muito. Fizemos a premiação do concurso no recreio. Tivemos 1º, 2º, 3º, 4º e 5º lugar. Conseguimos doação de medalhas, mochilas, kits com lápis especiais, folders artísticos, cadernos de desenho. Foi o momento mais eufórico do concurso. Eles esperavam ansiosamente pra saberem o resultado. Muitos nem ligaram se não foram premiados por que o melhor já estava pronto: criei na sala de artes (a escola possui uma sala separada para a disciplina nos períodos vespertino e matutino) uma esposição na parede do fundo da sala com um sticker meu, como uma moldura, e todos os stickers selecionados ou não, foram fixados ao lado do meu. Simplesmente amaram, e na primeira semana ninguem conseguiu lecionar sem chamar a atenção dos novos artistas que se orgulhavam em mostrar: “aquele ali é meu, viu como ficou bonito?”, “e aquele, é seu? Nossa, parabéns!”. Trocavam elogios, críticas e questionavam poéticas, cores, ideias, dentre outros pontos. Eles acordaram para a arte. Acordaram e se tornaram críticos, com muito potencial para enfim, ver a arte com outros olhos. Hoje, todas as atividades que proponho, aceitam com tamanho desejo, vontade de aprender mais, conhecer o novo. Apelidaram-me de professora doidinha, pois nunca viram a arte como estão vendo. Vez ou outro me perguntam: “professora, que arte é essa? Como se chama isso?”. Querem saber, querem aprender novos vocabulários, mas, principalmente,querem se divertir fazendo.








Figura 1. Parede do fundo da sala sem os adesivos dos alunos e com os adesivos dos alunos. Adesivo recortado a mão. Autora: Professora Priscila Macedo

A arte é uma disciplina que mudou minha vida e acredito que pode mudar a de muita gente. Todos os trabalhos que desenvolvo uso as seguintes palavras-chave: cotidiano, identidade, arte contemporânea e criticidade. Me orientando pelo conceito de Sturken e
Cartwright apud Hernandez que dizem que, “(...) representação é o uso de linguagem e imagens para criar significado sobre o mundo que nos rodeia (...)” (HERNANDEZ. 2005. p. 137) e, como afirma Thiollent,
“(...) bons projetos são aqueles que geram ganhos de conhecimento e de experiência para todos os participantes, com base no ciclo reclacionando ação e reflexão”. (Thiollent. 2011. P.7)
Professores que se interessam pelas artes visuais hoje, que não tenham como meta apenas ensinar a história da arte a seus alunos são, com certeza, uma raridade. De todos os professores de arte que tive na minha vida escolar, apenas uma me mostrou o quanto as Artes podem transformar nossa vida. Essa mesma professora que me influenciou por essa profissão maravilhosa. A faculdade me ajudou muito enquanto pesquisadora e iniciante de um novo mundo cheio de novidades e possibilidades. Gostaria muito de transmiitir a mesma empolgação que sentia todos os dias de quatro anos aprendendo e descobrindo para meus alunos, mas, com uma aula por semana, é certamente impossível, mas, porque não tentar?















Referências Bibliográficas

HERNÁNDEZ, Fernando. & OLIVEIRA, Marilda (Orgs.). A formação do professor e o ensino das artes visuais. Editora UFSM. Santa Maria. 2005.
THIOLLENT, Michel. A construção do conhecimento e metodologia da extensão. Instituição: UFRJ. Disponível em: http://www.proex.ufrn.br/files/documentos/thiollent.pdf. Acesso em: 19 de Maio de 2011, as 08:45.